Desaceleração de bancos estatais no crédito não vale para BB--executivo

SÃO PAULO, 23 Out (Reuters) - A informação de que os bancos estatais estão desacelerando a concessão de crédito não se aplica ao Banco do Brasil, disse nesta quarta-feira o vice-presidente de Atacado, Negócios Internacionais e Private Bank da instituição, Paulo Caffarelli.

"As notícias que disseram recentemente que os bancos públicos estão desacelerando a oferta de crédito não se aplica ao BB", disse Cafarelli, durante apresentação a analistas.

O executivo reiterou a previsão de aumento da carteira de crédito em 2013, de 17 a 21 por cento. No acumulado de 12 meses até junho, no entanto, a carteira de crédito da instituição havia crescido 25,7 por cento, quase o triplo da média de seus principais concorrentes privados na mesma base de comparação.

Para 2014, a expectativa é crescer em linha com o mercado, disse.

Segundo o executivo, mesmo assim a inadimplência segue "sob estrito" controle porque o banco tem uma rígida política de controle de riscos. No fim do segundo trimestre, os calotes do banco, medidos pelo saldo de operações vencidas com mais de 90 dias, era de 1,87 por cento, ante 2,19 por cento um ano antes.

Segundo o vice-presidente de Gestão Financeira e de Relações com Investidores, Ivan Monteiro, em alguns segmentos, como o crédito consignado, existe uma grande disputa entre os bancos, o que tem gerado uma guerra de spreads. Mesmo assim, o BB deve repassar ao crédito uma eventual alta nos custos de captação.

EXPANSÃO

Segundo os executivo, a prioridade do BB no momento é a busca por eficiência e disciplina na alocação de recursos, e por isso as aquisições não são prioridade neste momento.

"Compras demandam um esforço brutal e consomem um tempo que seria dedicado a outros temas", afirmou Monteiro.

No segmento de mercado de capitais, a intenção do banco é crescer com recursos internos, mas parcerias não estão descartadas. Segundo Caffarelli, o banco terá em breve sua própria corretora de valores, desenvolvida de forma orgânica.

O executivo disse ainda que futuramente o BB poderá fazer uma abertura de capital da sua área de cartões, nos mesmos moldes do que ocorreu com a BB Seguridade, mas destacou que ainda não há um estudo concreto sobre o assunto.

(Por Natalia Gómez)

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